09/05/2017

GWI protesta contra decisão de Klein em conselho fiscal

Acionistas minoritários preferencialistas fizeram um protesto em relação à postura dos controladores da Via Varejo - Grupo Pão de Açúcar e Michael Klein - durante assembleia geral ordinária na quarta-feira.

Em uma manifestação de voto a respeito da eleição de novos integrantes para o conselho fiscal da empresa, representantes da GWI Asset Management afirmam que a família Klein decidiu indicar um novo conselheiro apenas depois de a GWI ter comunicado interesse em apresentar um nome. Klein já tinha uma cadeira no colegiado e o GPA, duas vagas.

Na pauta da assembleia, o aumento do número de cadeiras no conselho fiscal, até então com três membros, foi colocado em discussão. Em 6 de abril, a GWI encaminhou à empresa a indicação de um conselheiro para uma quarta vaga, baseada na perspectiva de melhora das práticas de governança corporativa da empresa.

Durante a assembleia, apurou o Valor, como a família Klein e o GPA indicaram, cada um, um novo nome, todas as cinco vagas acabaram sendo ocupadas. O limite máximo são cinco cadeiras.

A GWI questionou a decisão dos sócios durante a assembleia, ressaltando que considerava que preferencialistas precisam ser representados no conselho fiscal, para aumentar o grau de transparência das ações da empresa. Klein e GPA votaram favoravelmente aos nomes indicados por eles mesmos.

Em documento anexado à ata de assembleia, a GWI informa que "não é boa prática de governança o mesmo acionista (família Klein) eleger as duas cadeiras destinadas aos minoritários". Klein tem uma vaga por ser minoritário pelas ações ON e outra pelas PN.

Afirma que a ideia inicial do acionista, segundo proposta da administração, era eleger apenas um conselheiro a mais, e depois que a GWI informou interesse na eleição de um representante, "a família resolveu indicar outro membro, desta vez se valendo de suas ações preferenciais".

"A família Klein, instada a se manifestar, preferiu manter-se inerte, pois no seu entender, não deve explicações". Procurado para comentar, Klein informou que como tem a maior parte das PNs, decidiu indicar os nomes. Klein tem 37% das PNs e 17,9% das ONs (todos minoritários têm 39,5% das PNs e 19,5% das ONs).

Se o GWI ficasse com uma vaga, isso ocorreria num momento em que a empresa pode mudar de mãos, do controle do GPA para os Klein, que tem interesse em comprar as ações do GPA na empresa, como já informado pelo Valor.

A GWI ainda manifestou "preocupação sobre os valores despendidos pela administração com a remuneração de seus administradores", escreveu na manifestação de voto. "A remuneração dos acionistas principalmente pela valorização das ações deve ser o objetivo maior."


(Adriana Mattos | De São Paulo)

Publicado em: Valor Econômico (28/04/17 às 05h00)

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